01 agosto, 2014

Sobre gente que te lê e lhe acrescenta um novo capítulo.

01 agosto, 2014
Neste exato momento a música Just Give Me A Reason interpretada pela Pink me fez perguntar a mim mesma o que realmente define o amor? É difícil obter uma resposta exata como numa equação que você quebra a cabeça para responder. Quando sentimos nosso estômago inundado por borboletas que não param quietas e nossas pernas simplesmente param de nos obedecer e começam a tremer espontaneamente. Quando olhamos todos os álbuns de fotos do perfil dele (até aquele de 2009 onde ele estava totalmente diferente e feio comparado ao que ele é hoje) e sorrimos freneticamente. Quando um “Oi” é visto como um “Eu te amo. Vamos nos casar, ter três filhos, um cachorro e uma casa na praia”. Quando a voz dele soa como as notas da sua música preferida. Quando toda sua playlist te lembra ele. Quando você quer ser a tal garota certa e tenta deixar isso em evidência contando todas as suas qualidades e tratando os defeitos com extrema superficialidade. Quando tudo isso e muito mais entra no roteiro da peça “Você e ele”, você jura de pés juntos que o que sente é amor. Talvez sim, talvez não. Mas esse texto não é para diagnosticar o seu interesse por ele. Muito pelo contrário. O que interessa aqui é o interesse dele por você. O fato de ele adorar aquela sua banda preferida, sonhar com as mesmas viagens, acreditar na mesma religião, gostar do seu cabelo, dos seus olhos e dos seus lábios, não é tudo que realmente importa. Tudo isso é mero detalhe quando se trata de relacionamentos. Arrisque gostar de quem gosta da sua aparência verdadeira: nada de maquiagem, nada de escova nos cabelos, nada de roupa bonitinha. Aposte em quem goste da sua confusão, do seu jeito desastrado e das suas incertezas sobre a vida. Lute por quem conhece pelo menos metade dos seus vários defeitos e, mesmo assim, ainda esteja disposto a te oferecer aquele abraço apertado e dizer bem baixinho “Eu estou aqui e isso vai passar”. 
Amor, por fim, é como ter gosto pela leitura: não é ler apenas a parte que convém, mas sim, querer reler a parte que ninguém leu até então.

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