01 agosto, 2014

É sobre você.

01 agosto, 2014

Eu poderia ser aquela que te espera numa cafeteria qualquer às sete da noite para uma sessão de risadas, beijos seguidos de um boa noite, então seguiríamos uma direção oposta para chegarmos em nossas casas. Eu poderia te telefonar num domingo de tédio para, quem sabe, um drink e uma noite quente de amor, então no outro dia eu acordaria, ajeitaria o cabelo e pegaria minhas coisas para sair de fininho sem sequer deixar rastro ou pistas de que passamos a noite juntos. É claro que eu poderia perfeitamente responder suas mensagens enquanto flertava com aquele cara que eu conheci outro dia no trabalho. Seria fácil viver minha história sem te colocar no roteiro e até parece que é o que eu deveria fazer, pois é exatamente o que você gostaria que eu fizesse. Acontece que eu ainda não aprendi a me doar pela metade, não aprendi a dizer “oi” sabendo que hora ou outra terei que dizer “tchau”, eu não sei a diferença entre paixão e amor, entre gostar e amar. Não posso fazer isso exatamente porque é o que você anseia. Meu princípio de não ceder aos seus caprichos pré-adolescentes não me permite lhe deixar entrar, fazer uma bagunça e sair com esse sorriso deslavado e com a garganta repleta de desculpas esfarrapadas. Minha intensidade não me dá escolhas. Comigo sempre foi assim: escreva o título e só termine quando não tiver folhas suficientes para continuar. Caso contrário, nem arrisque começar um parágrafo.

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