Tenho sentido sua falta, se é que posso definir assim. Acho que não. Falta eu senti quando viajei para o Sul e tive que dormir sem o meu travesseiro, quando meu melhor amigo precisou se ausentar, quando a minha série favorita ainda não tinha uma nova temporada. Senti falta daquelas coisas que eu sempre soube que voltariam. Esse sentimento que me dói durante dias é mais do que essas cinco letrinhas, é uma queimadura interna, um incomodo que não passa por mais que eu me revire na cama durante uma noite toda. Eu arrisco definir como saudade. Talvez, por que não? É que atormenta bem lá no fundo da alma e deixa cada centímetro do corpo dolorido. Dá vontade de gritar, de fazer birra, de pular de um precipício, mas logo penso: por que não gritar pra você ouvir a falta que você tem feito? Por que não fazer birra por um carinho seu? Por que não pular nos seus braços em um daqueles abraços que são tão nossos? Logo dou a resposta a mim mesma: porque talvez tenha se tornado amor, e sendo amor, é lei não ser assim tão fácil. Digo a mim mesma: garota, as risadas misturadas entre um tapa e um beijo, são leves. O sotaque mansinho dele, é leve. O compasso do seu coração perto dele, é leve. Tudo que tenha ele, é leve também. Mas nada pode ser assim tão simples, nenhum romance que se preze pode ser assim tão efêmero. É preciso dor, muita dor. Mas é preciso também muita coragem, é preciso perceber que se há um caminho para vocês dois, ele não termina aqui. Nem sempre a felicidade está a um passo. Acredite, existe um inferno antes disso.

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